Para clínicas
Clínica deve ter marketing interno ou contratar agência?
- Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
- 4 min de leitura
Resposta rápida
Pra maioria das clínicas, o melhor arranjo combina os dois. Fica dentro de casa o que depende de estar na clínica todo dia, como registrar conteúdo com os médicos, cuidar do atendimento e responder avaliações. Vai pra fora o que pede especialização e ferramenta, como tráfego pago, site e busca no Google. Alguém da clínica precisa coordenar e cobrar resultado.

A clínica cresceu, a verba de marketing virou uma linha relevante do orçamento e os sócios começam a discutir se vale montar uma equipe própria. Um lado defende que ninguém de fora conhece a clínica como quem trabalha nela. O outro lembra que uma pessoa sozinha não sabe fazer anúncio, site, vídeo e relatório ao mesmo tempo. Os dois têm razão em parte.
O que funciona melhor dentro de casa
Fica melhor com equipe própria tudo o que depende de presença e de conhecer as pessoas da clínica. Os exemplos mais claros:
- Gravar e fotografar o dia a dia, aproveitando o intervalo de cada médico.
- Conseguir aprovação de texto e de vídeo com o corpo clínico.
- Responder comentários, mensagens e avaliações com informação correta.
- Cuidar da comunicação com quem já é paciente: avisos, campanhas de retorno, material da recepção.
- Acompanhar se os contatos que o marketing gera estão sendo bem atendidos.
Um prestador de fora faz essas tarefas com atraso, porque depende de alguém da clínica pra cada informação. Quem está no corredor resolve em minutos.
O que costuma render mais fora
Rende mais com parceiro de fora o que exige especialização, ferramenta paga e prática com muitos casos. Gestão de campanhas no Google e no Instagram é o exemplo principal. Quem cuida de várias contas da área da saúde todo dia aprende mais rápido o que funciona e conhece as restrições da publicidade médica.
Entram na mesma lista o site e as páginas de serviço, o trabalho pra aparecer na busca do Google e a produção de vídeo quando a clínica quer um padrão mais alto. São tarefas que não ocupam uma pessoa em tempo integral numa clínica só, e contratar um especialista pra cada uma sai caro.

Também pesa a continuidade. Se o único profissional de marketing da clínica sai, o conhecimento vai junto. Com um parceiro, a troca de pessoas é problema dele. Sobre os tipos de parceiro, veja assessoria ou agência de marketing médico.
Como comparar o custo dos dois modelos
A comparação honesta coloca na conta tudo o que cada modelo exige, e não só o salário contra a mensalidade.
No interno entram salário, encargos, férias, equipamento, assinaturas de ferramentas e o tempo de um gestor pra orientar e avaliar. Entra também o risco de contratar alguém bom numa área e fraco nas outras.
No externo entram a mensalidade, o que o contrato deixa de fora e o tempo de alguém da clínica pra atender o parceiro. Esse último ponto costuma ser esquecido. Agência nenhuma funciona sem um interlocutor que responda rápido e libere material.
Em nenhum dos dois casos a verba de anúncio está incluída. Ela é paga às plataformas e existe em qualquer arranjo.
O arranjo que a clínica maior costuma adotar
Em clínicas com vários médicos, o modelo mais comum é uma pessoa interna de marketing trabalhando com um ou dois parceiros. A pessoa interna conhece a clínica, produz o material do dia a dia e coordena. O parceiro executa a parte técnica e traz o que vê em outros clientes.
O perfil dessa pessoa interna importa mais do que o cargo. Ela precisa ser organizada, ter trânsito com os médicos e saber ler um relatório. Dominar todas as ferramentas é menos importante, já que a execução técnica fica com o parceiro.
Clínicas menores, com dois ou três médicos, em geral não têm volume pra uma contratação dedicada. Nelas, um gerente ou um dos sócios faz o papel de interlocutor, e a execução fica toda com o parceiro. O ponto de partida pra esse porte está em marketing para clínicas médicas.
Quem coordena e o que precisa ficar com a clínica
Qualquer que seja o arranjo, a clínica precisa de um responsável com autoridade pra decidir e de alguns itens sob o próprio controle.
Ficam sempre em nome da clínica: o domínio do site, as contas de anúncio, o perfil no Google, os perfis nas redes e os arquivos originais de fotos e vídeos. Funcionários e parceiros recebem acesso, e o acesso é retirado quando saem. Isso vale pro estagiário e vale pra agência.
Fica também com a clínica a definição das prioridades: quais especialidades precisam de paciente, quais horários estão vazios, quanto se pode investir. O parceiro propõe o caminho, mas essa informação só os sócios têm.
Por último, combine como o resultado vai ser medido, com números que chegam até a agenda. A gente lista o que cobrar em como avaliar se a agência está entregando resultado. A Vicentim Med atende clínicas e costuma trabalhar junto de quem cuida do marketing lá dentro. Veja como funciona a assessoria de marketing para clínicas.