IA no consultório

IA para criar conteúdo médico: como usar sem perder a sua voz

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

A IA para criar conteúdo médico serve pra organizar pautas, montar o primeiro rascunho e adaptar um mesmo conteúdo pra vários formatos. A informação clínica e o jeito de explicar têm que vir do médico. Revise tudo antes de publicar e só coloque no ar o que assinaria com o seu nome e o seu CRM.

Tela de computador com um painel de atendimento automatizado numa clínica

Você pede ao ChatGPT um texto sobre enxaqueca e recebe em segundos algo bem escrito, correto na aparência e igual ao de qualquer outro perfil médico. A tentação é copiar e postar. O resultado costuma ser um conteúdo que ninguém lembra e, de vez em quando, um erro com a sua assinatura embaixo.

Onde a IA ajuda no conteúdo médico?

Ajuda nas partes do trabalho que tomam tempo e não dependem do seu julgamento clínico. São três, principalmente:

  • Pauta. Liste as dúvidas que você mais ouve no consultório e peça pra IA agrupar por tema e sugerir abordagens. Em poucos minutos você tem assunto pra semanas, e a origem continua sendo a sua rotina.
  • Primeiro rascunho. Começar da página em branco é o que mais trava. Se você entrega os pontos que quer dizer, ela devolve um texto organizado, mais fácil de corrigir do que de escrever do zero.
  • Adaptação de formato. Um vídeo em que você explicou bem um assunto pode virar legenda, carrossel, roteiro curto e matéria pro site. A conversão é rápida porque o conteúdo já é seu.

Onde a IA erra em conteúdo de saúde?

Erra no fato clínico, no tom e nas regras de publicidade.

Fato clínico. Esses sistemas escrevem o que soa provável, e isso nem sempre é o que está certo. Podem citar estudo que não existe, trocar uma dose, tratar como consenso o que é controverso ou repetir uma recomendação que já mudou. O texto sai com o mesmo tom seguro nos acertos e nos erros, e o erro passa fácil por quem lê com pressa.

Tom. Sem orientação, a IA escreve como a média de tudo o que já leu, com frases arrumadas, entusiasmo artificial e listas que servem pra qualquer especialidade. O paciente percebe quando um texto poderia ter sido assinado por qualquer médico.

Publicidade. A ferramenta não conhece as regras do CFM e pode sugerir promessa de resultado ou chamada sensacionalista. O que é permitido está resumido em publicidade médica: o que o CFM permite e o que proíbe.

Como usar IA sem perder a sua voz: cinco passos

Explique o assunto você mesmo primeiro e só depois peça o texto.

  1. Escolha o tema a partir do consultório. Uma dúvida que três pacientes fizeram na semana vale mais que qualquer assunto do momento.
  2. Explique do seu jeito antes de pedir o texto. Grave um áudio de dois minutos, como se falasse com o paciente, transcreva e cole na ferramenta. A comparação que você usa e a ordem em que explica são o que diferencia o seu conteúdo.
  3. Peça um formato específico. "Transforme isso em um roteiro de vídeo de um minuto, mantendo minhas palavras e sem acrescentar informação" funciona melhor do que "escreva um post sobre o tema".
  4. Revise linha por linha. Confira cada afirmação clínica como conferiria o texto de um residente. Corte o que você não diria em voz alta.
  5. Leia em voz alta antes de publicar. Se soar como outra pessoa, reescreva o trecho.

IA sem perder a sua voz, em cinco passos: 1. tema vem do consultório; 2. explique do seu jeito; 3. peça um formato específico; 4. revise linha por linha; 5. leia em voz alta.

Com o tempo, guarde uma instrução fixa com o seu jeito de escrever: como você trata o paciente, palavras que usa, palavras que evita e dois ou três textos seus como exemplo. Colar isso no começo de cada conversa reduz bastante o retrabalho. Se o destino for vídeo, o passo seguinte está em como escrever roteiro de vídeo sendo médico.

Qual o risco de publicar um texto de IA sem ler?

O risco é seu. Tudo o que sai no seu perfil é publicado em seu nome, com o seu CRM. Se a informação estiver errada, a responsabilidade é do médico, e dizer que foi a ferramenta não muda isso diante do paciente nem do conselho.

A regra prática é publicar só o que você assinaria se tivesse escrito à mão. Conteúdo que você não teve tempo de ler fica pra semana seguinte.

Cuide também do que entra na ferramenta. Não cole nome, exame, foto ou história de paciente que permita identificar alguém. Pra dar exemplo de caso, descreva de forma genérica.

E quando outra pessoa ou a clínica cuida do conteúdo?

O processo é o mesmo com uma etapa a mais: o médico continua sendo a fonte e o revisor final. Entregue a matéria-prima em áudio ou vídeo e aprove cada peça antes de ir ao ar.

Numa clínica com vários médicos, cada um revisa o que sai com o nome e o CRM dele. Pro perfil da clínica, defina uma pessoa que aprova a parte clínica de cada publicação, pra que nenhum texto de IA vá ao ar sem leitura de um médico.

Vale o mesmo quando o serviço é contratado, como a gestão de redes sociais que a Vicentim Med faz pra médicos: o conteúdo parte do que você explica e passa pela sua aprovação.

Pra escolher os temas, veja as ideias em o que postar no Instagram sendo médico. Os outros usos de IA na rotina estão em ferramentas de IA para consultório médico.

Perguntas frequentes

Sites para médicos

Um site médico que o Google e as IAs conseguem ler e recomendar.

A Vicentim Med faz o site do médico ou da clínica a partir de 12x de R$ 49,90, pronto em 3 dias úteis, dentro das normas do CFM.

  • No ar em 3 dias úteis
  • Domínio registrado no seu nome
  • Plano com 12 páginas de conteúdo por 12x de R$ 83,08
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