Marketing por especialidade

Marketing para mastologista: como divulgar sem explorar o medo

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

O marketing para mastologista atende uma paciente que quase sempre chega com um exame alterado ou um nódulo que ela mesma sentiu, com medo e com pressa. O que mais rende é ser encontrado no Google na hora dessa pesquisa, responder rápido no WhatsApp e manter a relação com os ginecologistas que encaminham. O tom é de acolhimento, sem usar o medo do câncer pra gerar consulta.

Jalecos e instrumentos de diferentes especialidades médicas sobre uma mesa

Quase ninguém marca mastologista com calma. A paciente recebeu um laudo de mamografia com uma palavra que não entendeu, ou sentiu um caroço no banho, e a partir dali só pensa nisso. A divulgação dessa especialidade precisa respeitar esse estado: ela tem que ser fácil de achar, clara e rápida, sem nunca aumentar o susto.

A paciente chega com um laudo na mão

O caminho mais comum começa num exame de rotina pedido pelo ginecologista. O resultado vem com uma classificação BI-RADS, e antes de qualquer consulta a paciente pesquisa o que aquilo quer dizer. As buscas são literais: "BI-RADS 3 é grave", "BI-RADS 4 o que significa", "nódulo na mama é câncer".

O segundo caminho é o sintoma. Um nódulo que ela sentiu, uma dor, uma secreção. A pesquisa começa pelo que ela percebeu e termina em "mastologista" com o nome da cidade ou do bairro.

Nos dois casos, o que ela encontra na internet costuma assustar mais. Uma página no seu site que explique cada categoria do laudo em linguagem simples, dizendo o que geralmente se faz em cada uma e que a classificação orienta o próximo passo sem fechar diagnóstico, presta um serviço a essa leitora.

A rapidez da resposta pesa mais que o anúncio

A paciente com medo manda mensagem pra mais de um consultório e marca com o primeiro que responde bem e oferece um horário próximo. Uma agenda que só tem vaga dali a muitas semanas perde essa paciente, mesmo que o médico seja muito bem indicado.

Três ajustes ajudam aqui:

  • Reserve alguns horários por semana pra casos com exame alterado, e avise a secretária de que eles existem.
  • Oriente a secretária a perguntar se a paciente tem um laudo e qual é a classificação, sem comentar o resultado.
  • Combine que ninguém da recepção tranquiliza nem alarma. A frase é "o doutor vai olhar o exame com você na consulta".

O jeito de falar com essa paciente se aprende com orientação e treino, e a gente faz esse trabalho no treinamento de secretária. Sobre o peso da demora, veja tempo de resposta no WhatsApp do consultório.

Anúncio de pesquisa rende mais que rede social

O anúncio de pesquisa no Google costuma ser o canal pago que mais faz sentido pro mastologista, porque aparece na hora em que a paciente está procurando. O funcionamento está em Google Ads para médicos.

O texto do anúncio pede cuidado. Diga o que você atende, onde e como marcar. Nada de "não espere pra descobrir" ou qualquer frase que pressione pelo medo.

No Instagram a especialidade tem um público diferente: a mulher que ainda não tem queixa. Ali cabe conteúdo educativo sobre rastreamento, sobre o que é normal sentir na mama e sobre quando procurar avaliação.

O ginecologista é quem mais encaminha

Boa parte das pacientes chega com o nome do mastologista dado pelo ginecologista que pediu a mamografia. Essa rede se mantém com duas atitudes: atender logo a paciente que o colega mandou e devolver a ele um relatório do que foi feito.

Como a paciente chega ao mastologista, em três caminhos: exame de rotina alterado, sintoma que ela mesma sentiu e indicação do ginecologista.

Quem é ginecologista e mastologista ao mesmo tempo precisa decidir como se apresenta. Se quiser ser lembrado pela mama, dê a ela uma página e um destaque próprios, separados do conteúdo de ginecologia geral. A divulgação da outra metade da agenda a gente trata em marketing para ginecologista.

Como falar de câncer de mama sem usar o medo

A Resolução CFM 2.336/2023 proíbe o sensacionalismo e a promessa de resultado. Na mastologia, o risco maior está nas campanhas de conscientização, como as do Outubro Rosa, que escorregam fácil pra frases de alarme.

O conteúdo que cabe é o que orienta: quem tem indicação de rastreamento, como é uma biópsia, o que esperar da primeira consulta. Não garanta cura nem use números de sobrevida como argumento pra marcar. Fotos de cirurgia e de reconstrução, e relatos de pacientes, envolvem intimidade e um diagnóstico delicado. A resolução trata do uso de imagens com condições, então leia o texto ou consulte o CRM do seu estado antes de publicar. O resumo do que se pode afirmar está em publicidade médica: o que o CFM permite.

Mostre sempre nome, CRM e RQE.

Em clínica com vários médicos e exames

Numa clínica que reúne mastologista, radiologia e cirurgia plástica reparadora, o argumento mais forte é a paciente resolver as etapas no mesmo lugar e sem esperar entre uma e outra. Diga isso de forma concreta no site: que exames são feitos ali e quem é cada médico. A Vicentim Med, assessoria que atende só médicos e clínicas, cuida das campanhas e acompanha a conversão desse atendimento.

Perguntas frequentes

Tráfego pago para médicos

Tráfego pago feito por quem só atende médicos.

A Vicentim Med cuida dos seus anúncios no Google, no Instagram e no TikTok e acompanha até a consulta marcada.

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