Marketing por especialidade

Marketing para cirurgião bariátrico: o que funciona

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

O marketing para cirurgião bariátrico funciona quando acompanha um paciente que pensa por meses antes de marcar a primeira consulta. Isso se faz com conteúdo que responde dúvidas e medos, mostra a equipe e explica o caminho até a cirurgia. Anúncio pedindo agendamento imediato rende pouco, e prometer resultado é proibido pelo CFM.

Jalecos e instrumentos de diferentes especialidades médicas sobre uma mesa

Quem divulga cirurgia bariátrica como divulga uma consulta de rotina se frustra rápido. O perfil cresce, os vídeos são salvos e a agenda não acompanha. Na maioria das vezes o interesse existe, só que a pessoa ainda não chegou na hora de marcar.

Por que o paciente de bariátrica demora pra marcar a consulta

Ele demora porque está decidindo sobre uma cirurgia, e isso assusta. A pessoa tem medo do procedimento, dúvida sobre a vida depois e receio do que a família vai dizer. Muitas já tentaram outros caminhos e desconfiam de solução que pareça fácil.

Por isso ela observa de longe. Segue cirurgiões, assiste relatos, lê comentários, some e volta meses depois. Falar com o consultório é um dos últimos passos, como a gente mostra em o caminho do paciente do primeiro clique à consulta.

Na prática, meça o seu marketing em prazo longo. Quem julga uma campanha de bariátrica pelas mensagens da primeira semana acaba desligando o que estava funcionando. A gente explica os prazos em quanto tempo o tráfego pago leva pra dar resultado.

Que conteúdo fazer em cada fase da decisão

Organize o conteúdo pelas perguntas de cada fase. São três.

  1. "Isso é pra mim?" No começo, explique em termos gerais como é feita a avaliação e diga que a indicação só sai em consulta. Não publique nada que funcione como autodiagnóstico.
  2. "Como funciona?" No meio, a pessoa quer o processo: quais profissionais participam, que exames são pedidos, como é com convênio e no particular, quanto tempo de afastamento do trabalho, como é o acompanhamento depois. Resposta vaga faz ela procurar em outro perfil.
  3. "Com quem eu opero?" No fim, a pergunta é sobre você: onde opera, com qual equipe, como é a primeira consulta, quanto custa. É quando ela pesquisa o seu nome no Google e lê as avaliações.

As três perguntas do paciente até a cirurgia bariátrica. No começo: isso é pra mim? No meio: como funciona? No fim: com quem eu opero?

Nas duas primeiras fases, vídeo mais longo ajuda muito, porque o assunto não cabe em trinta segundos. Veja se vale ter um canal no YouTube.

Como falar dos remédios para emagrecer

Fale dos remédios informando, sem atacar e sem fugir do assunto. Hoje boa parte dos pacientes chega comparando a cirurgia com o tratamento com medicamentos, e quem ignora o tema deixa sem resposta a dúvida que mais pesa.

Este texto não diz qual caminho é melhor, porque isso é decisão clínica. O que dá pra recomendar é a postura. Tratar o remédio como inimigo, ou a cirurgia como única saída, soa como venda e pode cair no sensacionalismo que o CFM proíbe.

Funciona melhor explicar, com base na literatura médica e com as suas palavras, que são opções diferentes, que a escolha depende de avaliação individual e que a consulta existe pra isso. A mesma postura vale diante de quem promete emagrecimento sem esforço, assunto de como competir com quem promete milagre na internet.

Mostre a equipe e o passo a passo até a cirurgia

Apresentar a equipe ajuda o paciente com medo a decidir, porque ele vê que não vai estar sozinho. A bariátrica envolve outros profissionais além do cirurgião, antes e depois da operação.

Mostre cada um com nome, função e, se possível, um vídeo curto. Se todos atendem na mesma clínica, diga isso, porque poupa deslocamento.

Depois descreva o percurso em etapas numeradas, da primeira consulta ao retorno de rotina, dizendo o que acontece em cada uma. Essa página costuma ser muito visitada, e é a que a pessoa manda pra família quando conta o que decidiu.

Onde o cirurgião bariátrico deve anunciar

Use redes sociais e Google juntos, cada um numa fase.

O Instagram e o YouTube acompanham quem ainda está pensando. O objetivo é a pessoa continuar vendo você durante os meses de dúvida. Publicar sempre conta mais do que publicar muito.

O Google alcança quem já decidiu procurar um cirurgião. As buscas são menos numerosas que nas especialidades de rotina, mas vêm de gente mais perto da consulta.

O que o CFM permite na divulgação da cirurgia bariátrica

O CFM proíbe promessa de resultado e impõe condições pro antes e depois. Na bariátrica, as três tentações são a foto de antes e depois, o relato emocionado de paciente e o número de quilos perdidos.

A Resolução CFM 2.336/2023 passou a permitir imagens de antes e depois com condições e com caráter educativo. Leia essas condições no texto da norma, ou consulte o CRM do seu estado, antes de usar qualquer um dos três recursos. O que é seguro afirmar está em o que o CFM permite e proíbe na publicidade médica.

Perguntas frequentes

Tráfego pago para médicos

Tráfego pago feito por quem só atende médicos.

A Vicentim Med cuida dos seus anúncios no Google, no Instagram e no TikTok e acompanha até a consulta marcada.

Ver como funciona

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