Consultório particular

Caminho do paciente até a consulta: as etapas e onde ele desiste

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

O caminho do paciente até a consulta tem cinco etapas: ele pesquisa, compara médicos, chama no WhatsApp e agenda, comparece e, se foi bem atendido, volta. Em cada etapa uma parte das pessoas desiste. Antes de aumentar a verba de anúncio, conte quantas pessoas chegam em cada etapa e arrume a que mais perde gente.

Recepcionista de clínica respondendo uma mensagem no celular

Quando a agenda está vazia, a primeira reação é querer mais gente chegando. Só que o paciente passa por várias etapas entre notar um sintoma e sentar na sua frente, e em cada uma alguém fica pelo caminho. Olhar as etapas separadas mostra onde está a perda, que nem sempre é no anúncio.

Etapa 1: o paciente percebe o problema e pesquisa

Tudo começa com um incômodo, um exame alterado ou um desejo antigo. A pessoa pega o celular e digita o que sente, o nome do procedimento ou a especialidade com o nome da cidade. Uma parte pergunta a um conhecido e depois pesquisa o nome que ouviu.

O consultório perde gente nessa etapa quando não aparece. O perfil no Google está incompleto, não há site, ou o anúncio roda pra termos que ninguém com intenção de consulta digita.

O que arrumar: complete o Perfil da Empresa no Google e, se houver anúncio, peça a lista dos termos em que ele apareceu.

O caminho do paciente até a consulta: percebe o problema, pesquisa, compara, chama, agenda, comparece e volta.

Etapa 2: o paciente compara os médicos

Quase ninguém chama o primeiro resultado sem olhar em volta. A pessoa abre dois ou três perfis, lê avaliações, entra no site e passa pelo Instagram. Em procedimentos e cirurgias, essa fase pode durar semanas.

As perdas mais comuns na comparação:

  • Poucas avaliações, ou avaliações antigas.
  • Site que não diz onde você atende, quais convênios aceita e como marcar.
  • Instagram parado há meses.
  • CRM e RQE escondidos, o que tira confiança e ainda descumpre a regra do CFM.

O que arrumar: pesquise o seu nome numa aba anônima e percorra o que o paciente vê. O roteiro está em o que o paciente vê quando pesquisa o seu nome no Google.

Etapa 3: o paciente chama no WhatsApp e agenda

A maior perda costuma estar no WhatsApp, e é a que menos aparece em relatório. A pessoa manda mensagem pra dois ou três consultórios ao mesmo tempo e tende a marcar com quem responde primeiro e com clareza.

O que derruba o contato é conhecido: demora, resposta só com o preço, áudio longo, mensagem fora do horário que ninguém vê e conversa que para sem ninguém retomar no dia seguinte.

O que arrumar: peça à secretária dois números por semana, quantas pessoas novas chamaram e quantas agendaram. A gente mostra como acompanhar em como medir a conversão da secretária. Pra quem sumiu no meio da conversa, crie uma rotina de retomada, descrita em follow-up no WhatsApp.

Etapa 4: o paciente comparece à consulta

Nem toda consulta marcada acontece. Entre o agendamento e o dia, a pessoa esquece, melhora, acha um horário mais cedo em outro lugar ou desanima com o deslocamento. Quanto mais longe a data, maior o risco.

O que arrumar: ofereça o horário mais próximo disponível e confirme na véspera, com endereço, onde estacionar e o que levar. Se a pessoa avisar que não vem, ofereça outra data na mesma conversa. O passo a passo está em como reduzir faltas em consultas.

Etapa 5: o paciente volta, ou não

O paciente que já foi atendido é o mais barato de trazer de novo, e muitos consultórios não têm rotina nenhuma pra isso. A pessoa sai sem o retorno marcado, ninguém avisa quando chega a época da revisão e ela acaba procurando outro médico.

Três hábitos resolvem boa parte:

  1. Marcar o retorno antes de o paciente sair da recepção.
  2. Avisar por mensagem quando chega a época do acompanhamento.
  3. Convidar todos os pacientes a deixar uma avaliação no Google.

A avaliação fecha o ciclo, porque é ela que o próximo paciente vai ler na etapa de comparação. Tem mais em como fazer o paciente voltar pro retorno.

Como achar a etapa que mais perde pacientes

Uma planilha com quatro linhas por mês já mostra onde está a perda: pessoas novas que chamaram, consultas agendadas, consultas realizadas e pacientes que voltaram. Não precisa de sistema pra começar.

Compare cada linha com a seguinte:

  • Chamam muitos e agendam poucos: o problema está no atendimento.
  • Agendam e não vêm: o problema está na confirmação.
  • Quase ninguém chama: aí o assunto é visibilidade e anúncio.

Imagine, só como exemplo, 100 pessoas chamando no mês, 30 agendando e 27 comparecendo. A perda grande está entre chamar e agendar, e é ali que vale mexer primeiro.

Não existe proporção ideal que sirva pra todo consultório, porque especialidade, preço e cidade mudam tudo. Compare com os seus próprios meses anteriores. Numa clínica com vários médicos, faça a mesma conta por médico ou por especialidade, porque a média da clínica pode esconder uma agenda que perde muito mais que as outras.

Quem prefere automatizar a confirmação, a retomada de contatos e a reativação pode conhecer a Atlas Care System, empresa de IA para clínicas do mesmo fundador da Vicentim Med.

Perguntas frequentes

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