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Erros éticos de médicos no Instagram: os 6 mais comuns

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

Os erros éticos mais comuns de médicos no Instagram são perfil sem CRM e RQE, frase que promete resultado, conteúdo sensacionalista, se apresentar como o melhor, publicar antes e depois sem conferir as condições da norma e expor paciente. Quase todos aparecem por descuido ou por copiar outros perfis. Uma revisão do próprio perfil, com a Resolução CFM 2.336/2023 ao lado, resolve a maior parte.

Celular num tripé gravando um médico no consultório

Pouco médico decide descumprir a regra de publicidade. O que acontece é mais banal: a legenda foi escrita com pressa, o social media usou um modelo pronto, um colega postou algo parecido e ninguém reclamou. Este texto serve de orientação e não substitui a leitura da Resolução CFM 2.336/2023 nem a consulta ao CRM do seu estado.

1. Perfil sem CRM e sem RQE

É o erro mais fácil de cometer e de corrigir. A resolução determina que a divulgação do médico mostre o nome e o CRM, e o RQE quando ele anuncia especialidade. O RQE é o registro de qualificação de especialista.

Confira a bio, as artes, as capas de vídeo e os anúncios. O texto do perfil, linha por linha, está em bio do Instagram de médico.

Se você se apresenta como especialista sem ter o RQE daquela área, o problema é maior que a bio. Leve ao CRM antes de continuar divulgando.

2. Promessa de resultado, mesmo nas entrelinhas

Prometer resultado é proibido, e a promessa quase nunca vem escrita como "garanto a cura". Ela entra de jeitos discretos:

  • Legenda com "resultado garantido", "definitivo", "sem risco" ou "nunca mais".
  • Título de vídeo no formato "acabe com a dor em X dias".
  • Depoimento escolhido a dedo, que dá a entender que todo mundo fica igual.
  • Hashtag ou texto de capa que afirma o que a legenda não teria coragem de afirmar.

Faça um teste: releia a peça como um paciente ansioso leria. Se ele sair com a certeza de um desfecho, tem promessa ali. Pra corrigir, troque a afirmação por informação. Explique pra quem o tratamento costuma ser indicado, quais são os riscos e do que a resposta depende.

3. Sensacionalismo pra chamar atenção

Explorar o medo, exagerar um risco ou vender um tratamento como milagre é sensacionalismo, e a resolução proíbe. É o caso de aberturas como "esse sintoma pode ser câncer" ou "o alimento que está destruindo o seu fígado".

Dá pra prender a atenção começando pela dúvida do paciente, dita do jeito que ele fala. "Dor de cabeça todo dia é normal?" segura quem tem o problema sem assustar ninguém.

Se colegas da sua cidade usam esse tom e parecem se dar bem, a gente discute o que fazer em como competir com quem promete milagre na internet.

4. Dizer que é o melhor ou a referência

A resolução proíbe o médico de se apresentar como o melhor. No perfil isso raramente aparece com essa palavra. Aparece como "referência nacional", "número um em", "o único que faz", ou em selos e prêmios de origem duvidosa exibidos nos destaques.

A saída é descrever fatos: sua formação, o que você atende, há quanto tempo e onde. O paciente tira a conclusão sozinho.

5. Antes e depois fora das condições do CFM

A resolução de 2023 passou a permitir imagens de antes e depois, com condições e com caráter educativo. O erro típico é tratar a permissão como liberação geral e publicar o melhor resultado do ano com uma legenda de venda.

As condições estão no texto da norma, e o risco está no detalhe. Antes de publicar a primeira imagem desse tipo, leia o trecho correspondente e tire as dúvidas com o CRM do seu estado.

6. Expor paciente ou quebrar o sigilo

O sigilo vale no Instagram do mesmo jeito que vale no consultório. Os descuidos comuns são pequenos:

  • O print de uma conversa de WhatsApp com nome e foto.
  • O exame com identificação visível.
  • O prontuário aberto na tela atrás de você.
  • O paciente que aparece na recepção, ao fundo de um story.

Contar um caso também expõe. Idade, profissão, cidade e a história do atendimento, juntos, permitem reconhecer a pessoa mesmo sem o nome.

A autorização do paciente é necessária e não libera tudo. O uso de imagem e de depoimento tem condições próprias na resolução, que você deve conferir no texto ou com o CRM. É nos stories que isso mais escapa, e a lista de cuidados está em stories para médicos.

Seis erros éticos no Instagram: 1. perfil sem CRM e RQE; 2. promessa de resultado; 3. sensacionalismo; 4. dizer que é o melhor; 5. antes e depois fora das condições; 6. expor paciente.

Como revisar o seu perfil

Reserve meia hora e percorra o perfil nesta ordem:

  1. Bio e campo de nome: CRM, RQE e nenhum "melhor" ou "referência".
  2. Destaques e publicações fixadas, que são os mais vistos e os mais esquecidos.
  3. Legendas, capas e hashtags, procurando promessa e susto.
  4. Fotos e vídeos, olhando o fundo de cada um.
  5. Anúncios ativos, que seguem as mesmas regras.

Arquive o que hoje você não publicaria. E combine uma regra daqui pra frente: nada vai ao ar sem a sua aprovação. Quem responde pelo perfil é você, mesmo quando outra pessoa escreve e publica. Numa clínica, a revisão inclui o perfil da clínica e o de cada médico que aparece nele.

O resumo geral da norma está em publicidade médica: o que o CFM permite e o que proíbe. A Vicentim Med atende só médicos e clínicas, e por isso trabalha com essas regras em tudo o que produz. Os detalhes estão em redes sociais para médicos.

Perguntas frequentes

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