Para clínicas

Divulgar a marca da clínica ou o nome dos médicos?

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

A clínica deve divulgar a própria marca nos serviços em que o paciente escolhe pelo lugar, como exames, check-up e pronto atendimento, e dar destaque ao nome do médico nos serviços em que ele escolhe pela pessoa, como cirurgias e acompanhamentos longos. Na maioria dos casos o melhor é combinar os dois, com o médico apresentado dentro dos canais da clínica. As regras de uso de nome e imagem, inclusive na saída do médico, devem estar em contrato.

Recepção ampla de uma clínica médica com várias portas de consultório

Essa dúvida costuma aparecer depois de um susto. Um médico que a clínica divulgou por anos abre o próprio consultório, e uma parte dos pacientes vai junto. A reação dos sócios é querer divulgar só a marca dali em diante, o que resolve um problema e cria outro. A resposta muda de um serviço pra outro dentro da mesma clínica.

Como o paciente escolhe: pelo lugar ou pela pessoa

A pergunta que organiza tudo é o que o paciente está escolhendo quando marca. Em alguns serviços ele escolhe um lugar. Em outros, escolhe uma pessoa.

Quem precisa de um ultrassom, de um check-up ou de um atendimento no mesmo dia quer saber se a clínica é perto, se tem horário e se é confiável. Raramente pergunta o nome de quem vai atender. Quem vai fazer uma cirurgia, tratar um problema psiquiátrico ou acompanhar uma gestação quer conhecer o médico antes, ver o rosto, a formação e o jeito de explicar.

Comparação de quando usar cada um. Marca da clínica: exames, check-up e pronto atendimento. Nome do médico: cirurgias, acompanhamentos longos e médico referência na cidade.

Um teste rápido: ouça como os pacientes pedem o agendamento. Se dizem "quero marcar com a doutora Fulana", o nome pesa. Se dizem "quero marcar um dermatologista", pesa a clínica.

Quando a marca da clínica vai na frente

A marca da clínica deve liderar nos serviços escolhidos pelo lugar e sempre que há vários médicos atendendo a mesma coisa. Nesses casos, a clínica divulga a especialidade, a estrutura e a facilidade de marcar, e distribui os pacientes conforme a agenda.

Essa escolha dá liberdade pra gestão. A clínica pode direcionar o paciente novo pro médico com horário livre, e uma troca no corpo clínico não desmonta a divulgação. O limite é que marca sem rosto convence menos em decisões que envolvem medo ou intimidade.

Quando o nome do médico pesa mais

O nome do médico deve aparecer com destaque quando ele é o motivo da escolha: procedimentos de maior risco, tratamentos longos e áreas em que a confiança pessoal decide. Também vale pro médico que já é referência na cidade, porque esconder esse nome atrás da marca seria desperdiçar o que ele construiu.

O ponto de atenção é a dependência. Se quase toda a procura de uma especialidade chega pelo nome de uma pessoa só, a clínica tem ali um risco de negócio, e convém fortalecer outros profissionais da mesma área aos poucos.

Como combinar os dois

Na prática, a combinação mais segura é o médico aparecer dentro dos canais da clínica. A clínica é a dona do site, do perfil no Google, do número de WhatsApp e da conta de anúncios, e o médico é apresentado ali com nome, foto, formação e o que atende.

  • No site, uma página pra cada médico, ligada às páginas das especialidades. A estrutura está em site para clínica médica.
  • Nos anúncios, a campanha é da especialidade e a página mostra quem atende.
  • Nas redes, o perfil da clínica publica conteúdo com os médicos, e cada médico pode manter o perfil pessoal dizendo onde atende.
  • No Google, clínica e médico podem ter perfis diferentes, e as regras estão em perfil do Google para clínicas.

Sempre que um médico é divulgado, a Resolução CFM 2.336/2023 pede nome e CRM, e o RQE quando a especialidade é anunciada. Pro que a peça de um estabelecimento precisa trazer além disso, confira o texto da resolução ou o CRM do seu estado.

O médico não perde com esse arranjo. Ele continua construindo a própria reputação, como a gente explica em marca pessoal do médico, e a clínica ganha quando os profissionais dela são conhecidos.

O que acontece quando um médico sai

Quando um médico sai, os pacientes que o escolheram pela pessoa tendem a procurar por ele, e isso é direito deles. O que a clínica controla é o que fica com ela e como a transição acontece. Pra isso, alguns pontos precisam estar combinados antes, por escrito:

  1. Até quando a clínica pode usar nome, foto e vídeos do médico, e em quanto tempo esse material sai do ar.
  2. De quem são os canais. Número de telefone, site, perfis e contas de anúncio criados pela clínica ficam com a clínica.
  3. Como os pacientes são avisados e qual profissional assume os retornos de quem quiser continuar ali.
  4. Como fica o acesso aos prontuários, que tem regra própria e deve ser tratado com o jurídico da clínica.

No dia da saída, atualize a página do médico, os anúncios e o roteiro da recepção, pra ninguém marcar consulta com quem não atende mais. O lado do médico, que atende em mais de um endereço, está em divulgar atendimento em várias clínicas.

Perguntas frequentes

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