Agência e assessoria

Marca pessoal do médico: como ser lembrado pelo que você faz

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

Marca pessoal do médico é o que as pessoas associam ao seu nome quando pensam num problema de saúde. Ela se constrói escolhendo por qual problema você quer ser conhecido e repetindo essa mensagem no site, no Perfil da Empresa no Google, no Instagram e no atendimento. Não exige virar influenciador e precisa respeitar as regras de publicidade do CFM.

Médico e consultor de marketing olhando um notebook juntos

Pergunte a três pacientes como eles descreveriam você pra um amigo. Se as respostas forem "é ortopedista" e "é muito atencioso", você tem boa reputação, mas ainda não tem marca. Marca existe quando alguém diz "pra dor no ombro, procura a doutora fulana".

Como escolher por qual problema ser conhecido

Escolha um problema, e não a especialidade inteira. A especialidade é ampla demais pra ficar na memória. Na mesma cidade existem vários colegas com o mesmo título, e o paciente não sabe diferenciar um do outro. O que ele guarda é a ligação entre um nome e um problema.

Pra escolher, responda por escrito:

  • Que casos você mais gosta de atender e atende bem?
  • Pra quais deles você tem formação, RQE (o registro de especialista) ou experiência que possa mostrar?
  • Qual deles as pessoas da sua região procuram?
  • Com qual você gostaria de preencher a agenda daqui a alguns anos?

O ponto em que as respostas se encontram é o seu foco. Escreva numa frase curta, como "ginecologista que acompanha mulheres na menopausa" ou "pediatra de bebês prematuros". Se a frase precisa de três vírgulas, ainda está larga.

Ter um foco na comunicação não obriga você a recusar os outros casos. Você continua atendendo tudo o que a sua especialidade cobre. Só para de dividir a atenção de quem ouve entre dez assuntos.

Como manter a mesma mensagem em todos os canais

Confira canal por canal se a frase do seu foco aparece em todos. O paciente monta a imagem que tem de você juntando pedaços: vê um vídeo, pesquisa seu nome, abre o site, lê as avaliações e manda mensagem. Se cada lugar conta uma história diferente, fica a confusão.

  • Site: a primeira frase diz o que você trata e pra quem?
  • Perfil da Empresa no Google: a categoria e os serviços batem com o foco escolhido?
  • Instagram: a bio repete a mesma frase? O modelo está em bio do Instagram de médico: o que precisa ter.
  • Atendimento: quando alguém pergunta se você trata aquele problema, a secretária responde com segurança?

A mesma mensagem em todos os canais. Site: a primeira frase diz o que você trata. Perfil no Google: categoria e serviços batem com o foco. Instagram: a bio repete a mesma frase. Atendimento: a secretária responde com segurança.

O atendimento é o item mais esquecido. Se a comunicação fala em consulta sem pressa e a pessoa espera quatro horas por uma resposta no WhatsApp, a experiência desmente o resto.

Faça um teste: percorra o caminho do paciente, da pesquisa pelo seu nome até a mensagem pra secretária. A gente mostra o que olhar em o que o paciente vê quando pesquisa o seu nome no Google.

Que foto e que linguagem usar

Use fotos atuais, feitas no lugar onde você atende e parecidas entre si nos vários canais. O paciente precisa reconhecer na recepção a pessoa que viu na tela. Foto muito produzida ou antiga atrapalha esse reconhecimento.

Na linguagem, escolha um tom e mantenha. Se nos vídeos você fala de forma direta e simples, o texto do site não deve soar como artigo científico. Explique os termos técnicos e escreva como você conversa no consultório.

Cores e logotipo ajudam na identificação, mas vêm depois. Um logotipo bonito em cima de uma mensagem confusa não resolve.

Marca pessoal exige ter muitos seguidores?

Não exige. Tem médico com agenda cheia e perfil pequeno, porque quem procura o problema que ele trata encontra o nome dele. Dá pra construir uma marca forte publicando pouco, desde que o que existe sobre você seja claro e fácil de achar.

Marca pessoal também não pede expor a vida pessoal, dançar em vídeo ou opinar sobre todo assunto do momento. E não se constrói diminuindo colegas. Você é lembrado pelo que explica bem, e não por apontar o erro dos outros.

O que o CFM permite ao divulgar o seu nome

A referência é a Resolução CFM 2.336/2023. A divulgação precisa trazer seu nome e CRM, e o RQE quando você se anuncia como especialista. Por isso, só se apresente como especialista naquilo em que tem o registro.

É proibido prometer resultado, fazer sensacionalismo e se dizer "o melhor" em alguma coisa. Descreva o seu foco pelo que você atende, e nunca por um superlativo ou por uma garantia. Escreva "ortopedista que atende problemas de ombro", e nunca "o melhor especialista em ombro da cidade".

Pra qualquer ponto além desses, leia o texto da resolução ou consulte o CRM do seu estado. O panorama está em publicidade médica: o que o CFM permite e o que proíbe.

A Vicentim Med é uma assessoria de marketing só pra médicos e clínicas, e a definição desse foco costuma ser o primeiro assunto da conversa.

Perguntas frequentes

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