Marketing por especialidade

Marketing para oncologista: o que cabe divulgar com sobriedade

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

O marketing para oncologista serve a um paciente que já tem um diagnóstico ou uma suspeita forte e chega encaminhado por outro médico. Ele e a família pesquisam o seu nome, querem confirmar formação, local de atendimento e convênio, e precisam de uma consulta em poucos dias. O trabalho é ser fácil de encontrar e de conferir, com informação clara e nenhuma promessa de cura.

Jalecos e instrumentos de diferentes especialidades médicas sobre uma mesa

Ninguém escolhe um oncologista como escolhe outros médicos. A pessoa recebeu uma biópsia, ouviu uma palavra difícil e quer saber em quem pode confiar. Nessa especialidade, divulgar significa deixar à mão o que essa família precisa saber, com sobriedade.

O paciente chega com diagnóstico e com pressa

A porta de entrada da oncologia é o encaminhamento. O cirurgião que operou, o gastroenterologista que fez a biópsia, o mastologista, o urologista, o pneumologista. Eles indicam um nome ou um serviço, e o paciente sai da consulta com urgência de marcar.

Daí vêm duas consequências práticas. A primeira é que a sua relação com esses colegas vale mais do que qualquer campanha: discutir o caso, dar retorno e conseguir encaixar o paciente dele em poucos dias. A segunda é que a agenda precisa ter espaço pra primeira consulta. Um paciente recém-diagnosticado que ouve "só no mês que vem" procura outro médico no mesmo dia. Sobre a rede de colegas, veja indicação de pacientes.

A família pesquisa o seu nome antes de ligar

Mesmo com a indicação na mão, a família pesquisa. Quase sempre é um filho, uma filha ou o cônjuge, e o que digitam é o seu nome completo. Querem ver onde você se formou, em que hospitais e clínicas atende, se aceita o convênio e o que outras pessoas dizem.

O que essa pesquisa precisa devolver:

  • Um site com a sua formação, as áreas em que você mais atua e os locais de atendimento.
  • O Perfil da Empresa no Google com telefone e endereço certos.
  • Nome, CRM e RQE, que confirmam o título de especialista.
  • Um canal de contato que responda no mesmo dia.

O que a família precisa encontrar ao pesquisar o oncologista: site com formação e locais, perfil no Google com contato certo, nome, CRM e RQE, e contato que responde no dia.

Faça o teste descrito em o que aparece quando pesquisam o seu nome.

O que a família quer ler no site

O site do oncologista responde perguntas de quem está perdido. Como é a primeira consulta e quanto dura. Que documentos levar: laudo da biópsia, exames de imagem, relatório de cirurgia, lista de remédios. Se o acompanhante pode entrar. Onde é feito o tratamento e como funciona a autorização do convênio.

Esse conteúdo prático é o que mais ajuda e o que menos se encontra. A estrutura básica de páginas está em o que ter no site de um médico.

Textos sobre tipos de câncer e tratamentos podem existir, escritos com calma e sem estatística de sobrevida jogada na tela. Diga sempre que cada caso é avaliado individualmente.

Segunda opinião é uma busca própria

Uma parte dos contatos não vem de encaminhamento. São pacientes que já têm um plano de tratamento e querem ouvir outro médico. A pesquisa é direta: "segunda opinião oncologia", muitas vezes com o tipo de tumor e a cidade.

Se você atende esse pedido, diga no site como funciona, que material a pessoa deve reunir e se a consulta pode ser online. O texto deve ser respeitoso com o colega que acompanha o caso, sem sugerir que a primeira conduta está errada.

Essa é a frente em que um anúncio de pesquisa no Google pode caber, com texto informativo e discreto. Fora dela, anúncio em oncologia pede muita cautela. Campanhas em rede social pra atrair paciente com câncer costumam soar inadequadas e render pouco.

O tom: sobriedade e nenhuma promessa

A Resolução CFM 2.336/2023 proíbe prometer resultado e fazer sensacionalismo. Na oncologia isso pesa mais que em qualquer outra área:

  • Não use a palavra cura como promessa, nem expressões como "tratamento revolucionário".
  • Tratamento novo se explica com o que ele é e pra quem tem indicação, sem dar a entender que você oferece algo que os outros não oferecem.
  • Depoimento de paciente expõe um dado de saúde muito sensível e pode criar expectativa em quem tem um caso diferente. Antes de publicar, leia o texto da resolução ou consulte o CRM do seu estado.
  • Nada de contagem regressiva, urgência forçada ou apelo ao medo.

Nas redes sociais, o papel do oncologista é educativo: prevenção, rastreamento, explicação de termos.

Em clínica de oncologia

Numa clínica com vários oncologistas e centro de infusão, quem pesquisa quer saber da estrutura e da equipe. Mostre quem são os médicos e em que tumores cada um mais atua, que outros profissionais acompanham o paciente e como é o lugar onde ele vai passar horas em tratamento. Fotos do espaço, sem pacientes, ajudam a diminuir o medo do desconhecido.

O atendimento por telefone e WhatsApp precisa de gente treinada pra falar com quem acabou de receber a notícia. A Vicentim Med é uma assessoria de marketing para clínicas e médicos, e faz site, gestão do perfil no Google e treinamento da secretária.

Perguntas frequentes

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