Marketing por especialidade
Marketing para pediatra: como chegar aos pais
- Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
- 4 min de leitura
Resposta rápida
O marketing para pediatra fala com os pais, que pesquisam dúvidas de rotina a qualquer hora e escolhem o médico com cuidado. O que mais funciona é responder essas dúvidas em texto e em vídeo, aparecer bem no Google da região e explicar como funciona o atendimento. Imagem de criança pede cautela e autorização por escrito dos responsáveis.

O paciente do pediatra não escolhe o médico, não pesquisa e não manda mensagem. Quem faz isso é a mãe, o pai ou uma avó, com pouco tempo e alguma preocupação. Toda a comunicação do consultório é pensada pra esse adulto.
Como os pais escolhem o pediatra
Os pais escolhem com calma e pedem indicação. Isso acontece no fim da gravidez, numa mudança de cidade ou quando a família não se entendeu com o médico anterior. Eles olham as avaliações e querem saber como o pediatra trata a criança e como trata os pais.
Existe um segundo momento de pesquisa, que não tem a ver com escolher médico. É a dúvida do dia a dia: o bebê não dormiu, a criança recusou a comida, apareceu alguma coisa que os pais nunca viram. A busca sai na hora, muitas vezes de madrugada, com o celular numa mão e o filho no outro braço. A pessoa quer saber se aquilo é esperado e o que fazer.
Um momento ajuda o outro. Os pais que acharam uma resposta clara sua numa madrugada difícil lembram do seu nome quando vão escolher ou trocar de pediatra.
Que conteúdo o pediatra deve produzir
Produza as respostas pras perguntas que as famílias fazem no consultório. Anote durante uma semana o que os pais perguntam na consulta e nas mensagens. Essa lista vira a pauta de meses.
Cada dúvida rende duas peças:
- Um texto no site, que é o que o Google mostra quando alguém pesquisa a pergunta. O funcionamento está em SEO para médicos: como aparecer no Google sem pagar anúncio.
- Um vídeo curto, que circula no Instagram e nos grupos de pais.
Dois cuidados deixam esse conteúdo seguro. Avise que é orientação geral e que não substitui a avaliação da criança. E, quando o assunto tiver sinais que pedem atendimento, diga onde procurar ajuda em vez de sugerir conduta.
Google ou Instagram para pediatra?
Se for pra começar por um, comece pelo Google, que traz consulta mais cedo. O Instagram constrói o seu nome com o tempo.
No Google, a distância conta muito. Os pais sabem que vão ao consultório várias vezes e querem alguém perto de casa ou da escola. Por isso o mapa pesa tanto na pediatria, e compensa seguir o passo a passo de como aparecer no Google Maps sendo médico. Anúncio de pesquisa limitado aos bairros que você atende também faz sentido.
No Instagram, os pais seguem pediatras por meses, salvam posts e mandam pro grupo da família. É ali que você fica conhecido antes de ser procurado. Como muita gente chega por outra família, veja também como ter mais indicação de pacientes.

O que os pais procuram no site do pediatra
Os pais procuram no site as regras do atendimento, além de nome, CRM e RQE. São perguntas que em outras especialidades quase não aparecem:
- Você atende recém-nascido? Faz consulta antes do nascimento pra conhecer a família?
- Como os pais falam com você entre uma consulta e outra?
- O que acontece fora do horário do consultório?
- Tem horário reservado pra criança doente, separado da consulta de rotina?
- Quais convênios você aceita e quanto custa a consulta particular?
O contato fora do horário é o ponto que mais gera expectativa errada. Escreva a regra do jeito que ela funciona, sem prometer uma disponibilidade que você não tem. A gente fala das opções em quem responde as mensagens à noite e no fim de semana.
Numa clínica com vários pediatras, diga no site quem atende quando o médico da criança não está. Pros pais, essa resposta pesa tanto quanto o endereço.
Pediatra pode postar foto de paciente?
Só com autorização por escrito dos responsáveis, e depois de conferir o que a Resolução CFM 2.336/2023 diz sobre imagem de paciente. Na dúvida, pergunte ao CRM do seu estado.
Mesmo com autorização, pense antes. A criança não tem como consentir, e a imagem fica na internet muito depois de ela crescer.
O caminho mais prudente é fazer conteúdo que não depende de paciente: você falando pra câmera, o consultório, os brinquedos da sala de espera, uma ilustração.
No restante, vale o que vale pra todo médico. É proibido prometer resultado, assustar os pais pra ganhar audiência e se apresentar como o melhor.
A Vicentim Med faz gestão de redes sociais e tráfego pago só pra médicos e clínicas, e com pediatras a pauta costuma sair das perguntas que o próprio consultório recebe.