Marketing por especialidade
Marketing para psiquiatra: discrição e confiança
- Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
- 4 min de leitura
Resposta rápida
O marketing para psiquiatra começa pelo Google, porque o paciente pesquisa sozinho, em silêncio, e a busca é privada. O site precisa explicar como é a consulta, o valor, o sigilo e o atendimento online, já que a pessoa lê muito antes de escrever. O tom acolhedor pesa mais que qualquer técnica, e promessa de melhora fica fora da divulgação.

Em quase toda especialidade, o paciente comenta com alguém que vai procurar um médico. Na psiquiatria, muita gente pesquisa sem contar pra ninguém. Essa diferença orienta as decisões de divulgação do consultório.
Como o paciente procura um psiquiatra
Ele procura aos poucos e em silêncio. Começa descrevendo no Google o que sente, muitas vezes em forma de pergunta. Só depois digita "psiquiatra" com a cidade ou com a palavra "online". Entre uma busca e outra podem passar semanas. Ele abre a página de alguns médicos, fecha e volta dias depois.
Muitas vezes quem pesquisa é outra pessoa: a mãe de um adolescente, o cônjuge, um filho adulto preocupado com o pai. Esse familiar tem as mesmas dúvidas e mais uma, que é como convencer o outro a ir.
Por isso você não vê a maior parte do interesse. Não aparece curtida, comentário nem mensagem. O contato só chega quando a pessoa se sentiu segura.
Por que o Google vem antes do Instagram na psiquiatria
O Google vem antes porque a busca é privada, e isso combina com o momento do paciente. Ninguém fica sabendo o que ele digitou.
O começo mais sensato é o Perfil da Empresa no Google completo e um anúncio de pesquisa pras buscas por psiquiatra na sua região. A montagem está em Google Ads para médicos.
O Instagram tem um limite próprio da especialidade. Seguir, curtir ou comentar o perfil de um psiquiatra é um gesto público, e muita gente evita. Conte com um público que assiste sem reagir. Funciona bem o conteúdo que explica como é a consulta, quando procurar ajuda e qual a diferença entre os profissionais de saúde mental.
Remarketing na psiquiatria pede cuidado
Remarketing é o anúncio que aparece pra quem já visitou o seu site. Num tema sensível, ele pode expor o paciente num aparelho que outras pessoas usam, e as plataformas têm regras próprias pra anúncios de saúde. Antes de ativar, leia como funciona o remarketing para médicos e confira as políticas do Google e da Meta.
O que o site do psiquiatra precisa responder
O site responde o que o paciente tem vergonha de perguntar. Além do básico, que está em o que não pode faltar no site de um médico, escreva:
- Como é a primeira consulta e quanto tempo dura.
- Qual o valor e se você dá recibo pra reembolso.
- Se o atendimento é presencial, online ou os dois.
- Como funciona o sigilo, inclusive em relação a familiares.
- Como são os retornos e o contato entre as consultas.
- O que você atende e o que encaminha.

Ponha uma foto sua e um texto curto de apresentação, em primeira pessoa. A pessoa quer imaginar com quem vai falar. Nome, CRM e RQE ficam em todas as páginas.
Facilite também o primeiro contato. Um botão de WhatsApp com uma mensagem já preenchida, simples e neutra, poupa o paciente de escrever o motivo logo de cara. E combine com a secretária que não se pergunta o diagnóstico pra agendar.
Numa clínica com vários profissionais de saúde mental, o cuidado com o sigilo vale pra toda a equipe de atendimento. Cada psiquiatra tem a própria página, com foto e apresentação.
Como divulgar consulta online de psiquiatria
Crie uma página só pra consulta online, dizendo em que plataforma ela acontece, como é o pagamento e como funcionam as receitas. O atendimento a distância ajuda quem mora longe de um especialista e quem prefere não ser visto numa sala de espera.
Com o online, o anúncio pode alcançar outras cidades. Antes de ampliar a região, confira as normas do CFM sobre telemedicina e escreva no anúncio que a consulta é a distância. O passo a passo está em como divulgar consulta online.
Que tom usar na divulgação da psiquiatria
Use o tom de uma conversa calma: frases curtas, sem jargão e sem julgamento. Três limites ajudam.
- Não explore o sofrimento nem crie urgência. Isso se aproxima do sensacionalismo que a Resolução CFM 2.336/2023 proíbe e afasta quem está fragilizado.
- Não prometa melhora, cura ou prazo em nenhuma peça.
- Com relato e imagem de paciente, pense duas vezes, mesmo dentro do que a resolução permite, e consulte o CRM do seu estado.
Os deslizes mais comuns estão em erros éticos que médicos cometem no Instagram.