Atendimento e secretária

Como reativar pacientes antigos que não voltam ao consultório

  • Equipe Vicentim Med, sob responsabilidade de Daniel Novi
  • 4 min de leitura

Resposta rápida

Para reativar pacientes antigos, o consultório começa por quem tem motivo clínico pra voltar, como retorno vencido, exame de controle ou acompanhamento periódico atrasado. A mensagem é individual e curta, lembra a orientação dada na consulta e oferece horário, sem desconto e sem insistência. O contato é usado só pra finalidade ligada ao atendimento, e quem pede pra não receber mais mensagens sai da lista.

Secretária de consultório atendendo um paciente pelo celular

Todo consultório com alguns anos de funcionamento tem uma lista grande de gente que consultou uma ou duas vezes e não apareceu mais. Em boa parte dos casos não houve insatisfação nenhuma. A pessoa melhorou, mudou a rotina ou esqueceu o prazo do retorno.

Por que vale reativar pacientes antigos

Vale porque o paciente antigo é o contato mais fácil de trazer pra agenda. Ele já conhece o médico, sabe onde fica o consultório, quanto custa e como é a consulta. Chamar essa pessoa não tem custo de anúncio, só o tempo de quem escreve.

Existe também o lado clínico. Muita gente da lista deveria ter voltado, por orientação sua, e não voltou. Lembrar disso é continuidade do cuidado.

Reativar é diferente de retomar quem pediu informação e nunca agendou. Esse outro caso está em follow-up no WhatsApp: como retomar quem parou de responder.

Quais pacientes antigos chamar de volta

Chame quem tem uma razão de saúde pra voltar. Quem define esse critério é o médico, e não a recepção. Entram na lista:

  • quem teve retorno indicado na consulta e não marcou
  • quem recebeu pedido de exame e nunca trouxe o resultado
  • quem está com o acompanhamento periódico vencido, como a revisão anual que você recomenda pra determinado quadro
  • quem deixou o tratamento pela metade

Quem chamar de volta: retorno indicado e não marcado, exame pedido sem resultado, acompanhamento periódico vencido e tratamento pela metade.

Fica de fora quem recebeu alta sem indicação de voltar e quem deixou claro que não queria continuar.

Antes do envio, alguém confere nome por nome. Veja se a pessoa já não marcou por outro canal, se o telefone é o mesmo e se não há registro de falecimento. Uma mensagem de reativação que chega a uma família enlutada é um erro que não se desfaz.

Numa clínica com vários médicos, a lista é separada por médico, e cada um revisa os seus pacientes. A mensagem cita o médico que atendeu a pessoa. Assinada só com o nome da clínica, ela parece campanha.

Como escrever a mensagem de reativação

A mensagem de reativação precisa de três coisas pra não soar como cobrança nem como propaganda.

Ser individual. Vai com o nome do paciente, assinada pela secretária, pelo número do consultório que ele já conhece.

Ter um motivo. O motivo é a orientação dada na consulta. Data comemorativa e vaga sobrando na agenda não contam. Desconto, promoção e contagem regressiva transformam cuidado em anúncio e podem esbarrar nas regras de publicidade médica. Na dúvida, consulte a Resolução CFM 2.336/2023 ou o CRM do seu estado. O resumo dessas regras está em publicidade médica: o que o CFM permite e o que proíbe.

Deixar a porta aberta. O paciente pode ter resolvido em outro lugar ou não querer voltar agora. A mensagem aceita isso sem cobrar.

Um exemplo, só pra mostrar o tom:

"Oi, Marina, tudo bem? Aqui é a Carla, do consultório do Dr. Paulo. Na sua última consulta ele orientou uma revisão depois de um ano, e esse prazo já passou. Quer que eu veja um horário pra você? Se já estiver acompanhando com outro profissional, é só me avisar que eu anoto aqui."

A mensagem não cita diagnóstico nem detalhe do tratamento. O celular pode estar na mão de outra pessoa, e o conteúdo clínico fica pra consulta.

Se não houver resposta, cabe no máximo um segundo contato, algumas semanas depois.

Que cuidados ter com a LGPD ao reativar pacientes

O uso mais seguro do contato é o que tem relação direta com o atendimento, como lembrar de um retorno indicado. A LGPD, a lei de proteção de dados, trata dado de saúde como dado sensível, que pede mais cuidado. O paciente deu o telefone pra ser atendido. Usar a mesma lista pra divulgar um serviço novo ou enviar campanhas é outra finalidade, com outras exigências.

Na prática:

  • mantenha a mensagem ligada ao acompanhamento
  • não coloque informação de saúde no texto
  • limite quem tem acesso à lista
  • atenda na hora quem pedir pra não ser mais contatado

Isso é orientação geral. Pra definir a regra do seu consultório, com base legal e termo de consentimento, consulte um advogado que conheça a área da saúde.

Como colocar a reativação na rotina do consultório

A reativação funciona melhor como tarefa pequena e semanal do que como mutirão. O mutirão de uma vez por ano sobrecarrega a agenda numa semana e é esquecido nas outras.

Toda semana, a secretária separa um grupo de nomes revisados pelo médico, envia as mensagens e registra quem respondeu, quem agendou e quem pediu pra sair da lista. Os períodos de agenda mais vazia são um bom momento pra aumentar o grupo, como a gente comenta em meses fracos no consultório.

Com o tempo a lista diminui, desde que o paciente novo já saia da consulta com a volta combinada. Esse é o tema de como fazer o paciente voltar pro retorno.

Quem prefere automatizar essa rotina pode conhecer a Atlas Care System, empresa de IA para clínicas do mesmo fundador da Vicentim Med, que faz a reativação de pacientes antigos da base pelo WhatsApp. Os detalhes estão em treinamento de secretária.

Perguntas frequentes

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